dias de leão

antonio dias e rodrigo de souza leão

 

 

ååååå

 

 

 

Dedicado a

 

Antonio Alberto de Souza Leão [papai]

Paulo Sérgio Duarte [padrinho]

 

 

parte 2

 

 

o tamanho da casa

é o mesmo

 

são três casas

em solo diferente

 

1. no solo de areia

há um castelo pequeno

 

2. no solo de cinza

há uma casa de relâmpagos

 

3. no solo do negro-azul

há Berlim com pão de açúcar

 

c.

aqui plantando dentro

tudo dá lá fora

 

aqui plantando fora

tudo dá cá dentro

 

casa.

estrelas q num mudam

 de lugar

 

[]asa[]branca[]

uma casa para mudar de estrelas

 

 

 

 

seringueiro dentro de mim

tiro o sumo do meu fim

 

do vermelho nasce o ouro

do seringueiro, o garimpeiro

 

 

na garupa do demônio passam

a cruz de mão em mão

 

rezam o terço a jesus

enquanto sangram nossas mãos

 

quantos chicos vão morrer

quantos silêncios vencerão

 

os invernos que virão

na primavera dourada

 

surgindo límpida entre os dentes

do mico leão

 

 

 

 

no quadro negro a formula

realidades brancas

no giz do poema visual

 

o oposto de realidade

ou a imaterialidade de buracos

com a realidade como centrí-fuga

 

da cor do som da forma palavra

que adorna estampa o emblema

ou ytuaer apenas uma firma

 

de foguetes=logomarca monocromática

de uma nova marca de cigarros

o pivete pede: “um real, tio”

 

 

 

 

fácil ver uma cruz ou

ver uma espada ou

o vermelho da lasca

no epitélio do agreste

 

talvez um vá de reto

seja o sinal de fé

aluda alguma estrada

talvez a da vida

 

onde os cruzamentos

vezes dão em nada

vezes criam um deus

um conselheiro José

 

que dó pó rio criou

da fé espinhos de rh

ilumina lampião

peixes no rio-madeira

 

 

 

 

violão de bola e osso

dedilhado parte do corpo

do violeiro ou de hendrix

 

quando um músico toca

os braços da guitarra

são os próprios braços

 

apenas quando no colo

coloca a anca da viola

libidina o som um pouco

 

isto porque a cor em volta

é vermelha d'algum batom

onotÁtono

 

 

 

 

concreto cinza nuvem

nuvem vem-to: red and

hello miss amarelo

relâmpagos e chuvas

de quindim

 

quem de fim iniciou

o q da sua mArte

amarizou o q flutua

em mortE

 

 

 

 

objetos sem finalidade

q os fins mentais

não vejam como adorno

 

melro de parede branca

 

bujão de gás e a carta

não de um suicida ou

d um louco qualquer

 

o testamento d q é

d pé q tomba a prima

obra dona primavera

 

alçapão com asas

 

 

 

 

no outono entre as máscaras

no fluxograma das ventanias

 

micros ligados em rede amarela

pedem ao provedor maior

 

q as folhas secas no solo do lago

nada de negro-asfalto virem

 

não sejam a mortalha do tempo

na face da esperança ind [a] mar

 

 

Imagens do artista plástico Antonio Dias [http://www.antoniodias.com]

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